domingo, 19 de abril de 2015

Em que momento eu perdi tudo? qual foi o piscar de olhos em que você saiu do meu alcance e eu deixei você ir? 

Não me recordo, ou me recordo, recordo do medo de sentir algo errado, naquela época os valores sociais ainda eram valores para mim - ainda não tinha criado essa visão rebelde do mundo, em que tudo é permitido - aquele medo me consumia. Mas não menos do que ouvir o som da sua risada, ou olhas nos seus olhos durante muito tempo e ver que você era o meu porto seguro e eu o seu. Eu era novo, e você também, e na época eu não queria correr o risco de destruir tudo o que havíamos construído juntos em tantos anos juntos. Mas devia ter arriscado, me precipitei ao acreditar que não daria certo, ai entra um problema que eu guardo pra mim (minha insegurança). E em algum momento, a brincadeira virou realidade, lembra? "Toda brincadeira tem um fundo de verdade", já falei tantas coisas reais como brincadeira, mas você não percebeu. Passei os melhores anos da minha vida até hoje com você, e até os piores vendo você indo embora. Qual momento que um perdeu o outro?

Eu declaro que esqueci tudo, ou que tudo foi um engano meu, que misturei coisas. Mas não, pois sei que a maior prova daquilo que hoje eu não acredito (o amor), é abrir mão da própria felicidade por a de alguém, e eu fiz isso. E depois errei novamente ao tentar coloca alguém no seu lugar. Pois é isso que fazemos, corremos para achar a pessoa mais linda do mundo, construir algo, ser feliz, um futuro ao lado dela, apenas para mostrar que poderíamos ser feliz um sem o outro. Mas a pessoa que ficou ao meu lado não era você, e não fazia diferença, pois eu era seu, e ainda sou. Estou aqui pronto para descobrir o mundo ao seu lado, para enfrentar os desafios, para ter tudo o que quisermos, fomos feitos para dominar o mundo. Mas enquanto não, eu declaro estar bem só, e em certos momentos, me permito lembrar o que me encantou em você, ou lembrar que esqueci de te esquecer.