Rock é o termo abrangente que define um gênero musical popular que se
desenvolveu durante e após a década de 1950. Suas raízes se encontram no rock and roll e
no rockabilly que
emergiu e se definiu nos Estados Unidos no
final dos anos quarenta e
início dos cinquenta, que evoluiu do blues,
da música country e
do rhythm and blues, entre outras influências musicais que ainda
incluem o folk, o jazz e a música clássica. Todas
estas influências combinadas em uma simples estrutura musical baseada no blues
que era "rápida, dançável
e pegajosa".
No final das década de 1960 e
início dos anos setenta, o rock desenvolveu diferentes subgêneros. Quando
foi misturado com a folk music ou
com o blues ou com o jazz,
nasceram o folk rock, o blues rock e o jazz-rock respectivamente. Na década de 1970, o
rock incorporou influências de gêneros com o soul music, o funk e de diversos ritmos de países latino-americanos. Ainda naquela década, o rock gerou uma
série de outros subgêneros, tais como o soft rock, o glam rock, o heavy metal, o hard rock, o rock progressivo e
o punk rock. Já nos anos oitenta , os subgêneros que surgiram foram a New Wave,
o punk hardcore e rock alternativo. E na década de 1990, os sub-gêneros criados foram o grunge,
o britpop,
o indie rock e o nu metal.
O som do rock muitas
vezes gira em torno da guitarra elétrica ou do violão e utiliza um forte backbeat (contratempo) estabelecido pelo ritmo do baixo elétrico, da bateria,
do teclado, e outros instrumentos como órgão, piano,
ou, desde a década de 1970,sintetizadores digitais.
Junto com a guitarra ou teclado, o saxofone e a gaita,
são por vezes utilizados como instrumentos solo. Em sua "forma pura",
o rock "tem três acordes,
um forte e insistente contratempo e uma melodia cativante".
A maioria dos grupos de
rock são constituídos por um vocalista,
um guitarrista, um baixista e
um baterista,
formando um quarteto. Alguns grupos omitem uma ou mais destas funções e/ou
utilizam um vocalista que toca um instrumento enquanto canta, às vezes formando
um trio ou duo; outros ainda adicionam outros músicos, como um ou dois
guitarristas e/ou tecladista. Mais raramente, os grupos também utilizam saxofonistas ou trompetistas e
até instrumentos como violinos com cordas ou cellos.
Estilos do rock
Início dos 1950 até 1960
Rock and roll
O rock and roll surgiu nos subúrbios dos Estados Unidos no
final dos anos 1940 e início da década de 1950 e rapidamente se espalhou para o
resto do mundo.No começo o novo estilo rock sofreu várias críticas negativas e
algumas positivas,mas sempre atrapalhando seus trabalhos.Muitos diziam que o
novo rock,incentivava o satanismo. Suas origens imediatas remontam a uma
mistura entre blues e country, mas com influencia de vários gêneros musicais
com o rhythm and blues. Em 1951, na cidade de Cleveland (no Estado do Ohio), o
discotecário Alan Freed começou a tocar a mistura de blues, country e rhythm
and blues para uma plateia multi-racial e a ele é creditado a primeira
utilização da expressão "rock and roll" para descrever a música.
Há muita discussão sobre qual deveria ser considerada a
primeira gravação rock & roll. Uma forte candidata é "Rocket 88",
de Jackie Brenston e os Delta Cats (na verdade, Ike Turner e sua banda The
Kings of Rhythm), gravada e lançada pela Sun Records de Sam Philips em 1951.
Quatro anos depois, em 1955, "Rock Around the Clock" de Bill Haley se
tornou a primeira canção de rock and roll a chegar ao topo da parada de vendas
e execuções da revista Billboard e abriu caminho mundialmente para esta nova
onda da cultura popular. Mas uma edição da revista Rolling Stone de 2004
argumentou que "That's All Right (Mama)", de 1954, o primeiro single
de Elvis Presley (com Scotty Moore na guitarra e Bill Black no baixo) para a
Sun Records em Memphis foi o primeiro registro de rock and roll na história e a
criação do som "rockabilly" característico da Sun Records.. Mas,
àquela altura, "Shake, Rattle and Roll" de Big Joe Turner,
posteriormente regravada por Haley, já estava no topo da parada R&B da
Billboard. Outros artistas que lançaram os primeiros sucessos do rock and roll
foram Chuck Berry, Bo Diddley, Fats Domino, Little Richard, Jerry Lee Lewis e
Gene Vincent.
A década de 1950 assistiu ao crescimento da popularidade da
guitarra elétrica e o desenvolvimento de um estilo de rock and roll
especificamente tocado por expoentes tais como Berry, Link Wray e Scotty Moore.
Também viu grandes avanços na tecnologia de gravação, como a
gravação multi-faixas desenvolvida por Les Paul e o tratamento eletrônico de
sons por produtores musicais inovadores como Joe Meek. Todos estes avanços foram
fundamentais para a influência do rock posteriormente.
Os efeitos sociais do rock and roll foram massivos e
mundiais. Muito além de um simples estilo musical, o rock and roll influenciou
estilos de vida, moda, atitudes e linguagem. Alguns acreditam que o novo gênero
pôde ter ajudado a causa do movimento dos direitos civis nos EUA, porque tanto
jovens brancos quanto negros apreciavam a nova música. No entanto, até o início
da década de 1960, grande parte do impulso inicial musical e do radicalismo social
do rock and roll tinha se dissipado, com o crescimento de ídolos teen, uma
ênfase nas danças frenéticas e o desenvolvimento de uma leve música pop
adolescente. Nos anos 1960 surgiu o som da Motown. De 1961 a 1971, havia 110
músicas da gravadora na listas das 10 mais tocadas, e artistas como Stevie
Wonder, Marvin Gaye, The Supremes, The Four Tops, e The Jackson 5, todos
gravaram na Motown. Todos os cinco artistas da Motown foram introduzidos no
Rock and Roll Hall of Fame.
Power pop
A Invasão Britânica também gerou uma outra onda de
imitadores no início dos anos 70, porém desprovidos da violência e do
descontrole da maioria das bandas de garagem. Da união entre as harmonias de
algumas músicas dos Beatles e Beach Boys e o peso do The Who surgiu o power
pop. Como não diferiam muito dos artistas que imitavam, raramente chegaram às
grandes platéias, que estavam mais interessadas no experimentalismo da época.
Dentre as primeiras bandas e artistas citam-se Badfinger, Raspberries, Big Star
e Emitt Rhodes.
Arena rock
As origens do arena rock podem ser encontradas nos grandes
concertos de bandas como Kiss, The Beatles, The Rolling Stones, Led Zeppelin,
The Who e Black Sabbath que "criaram a base para performances ao vivo em
grandes estádios e arenas ao redor do globo." O estilo em si, porém, foi criado por artistas
como Boston, Styx, Foreigner, Journey, Queen, Kansas, Peter Frampton e - em sua
"era Phil Collins" - Genesis. Estes grupos continuariam a lotar os
maiores estádios do mundo durante a maior parte da década de 1970 e mais,
ajudaram a popularizar o arena rock nos anos oitenta.
Essa popularidade atingiu o ápice na primeira metade da
década de 1980, com bandas como Heart, REO Speedwagon, Cheap Trick, Asia, Bon
Jovi, Kiss, Aerosmith, Guns N' Roses e Van Halen, que "ficaram no auge de
sua popularidade, vendendo milhões de discos". Naquele momento, a
popularidade do arena rock somente parecia crescer, mas o sub-gênero entrou em
declínio e perder adeptos para o rock alternativo e o grunge por muitas razões,
entre as quais as "limitações do estilo". Muitos fãs mais jovens sentiram
uma ligação mais pessoal com gêneros como o punk, a new wave e o indie rock,
enquanto fãs mais velhos cansaram-se do arena rock. Outras causas incluem o
"declínio nas vendas de ingressos e álbuns" e a redução do tamanho
dos estádios. No momento que a MTV informou sobre o estilo: "isso já não é
mais relevante."
O Rock no Brasil
Numa época em que a Bossa Nova predominava, o rock
desembarcou no Brasil no fim da década de 1950. Os primeiros sucessos de rock
genuinamente brasileiros foram "Banho de Lua" e "Estúpido
Cupido", da cantora Celly Campelo, no começo daquela década. Ainda nos
anos sessenta, surgiu a Jovem Guarda, primeiro movimento do rock no país e de
sucesso entre boa parte da juventude brasileira. Inspirado nas letras
românticas e no ritmo acelerado padrão nos EUA, o gênero se popularizou em terras
brasileiras através de cantores como Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa.
No final da década, o grupo Mutantes misturou o rock à
diversidade da música brasileira. Foram também os primeiros a serem conhecidos
no exterior. Décadas mais tarde, seriam redescobertos e mais cultuados
internacionalmente. Na virada para a década de 1970, surge no cenário rock
brasileiro nomes como Raul Seixas, Rita Lee e o grupo Secos e Molhados.
Na década seguinte, o rock brasileiro seguiu um caminho com
uma temática mais urbana e cotidiana. Entre os principais destaques comerciais,
estavam bandas como Legião Urbana que foi um das maiores bandas de rock dos
anos 80 e 90 no Brasil, RPM, Ultraje a Rigor, Ira!, Titãs, Barão Vermelho, Kid
Abelha, Engenheiros do Hawaii, Blitz e Os Paralamas do Sucesso. Das entranhas
da banda brasiliense Aborto Elétrico, vieram as bandas Capital Inicial e Legião
Urbana. Na virada daquela década, a banda brasileira Sepultura - apesar de não
estar ligada ao cenário rock do país - se torna um dos principais nomes do
heavy metal no Brasil e de destaque no mundo. Nos anos 1990, outros ritmos e
estilos ganharam total espaço na mídia nacional, obscurecendo grupos que
surgiram no país. O mercado está praticamente fechado para o rock’n’roll, que
anda encontrando sérias dificuldades para continuar existindo na cultura
brasileira. Ainda assim, grupos como Raimundos e Angra, apesar de o primeiro
ser punk e o segundo power metal, ainda estão abrindo espaço para os que ainda
devem surgir. Atualmente, as bandas de rock brasileiras mais apontadas no
mainstream são Pitty, CPM22, Charlie Brown Jr , Capital Inicial, Skank e
Cachorro Grande. É impossível ignorar as misturas que o rock brasileiro traz.
Uma banda que possui uma densidade e atitude do rock, mas é considerada oriunda
do movimento cultural, musical e regionalista Mangue Beat é a Nação Zumbi
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